2 de Abril – Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Confira entrevista com Psicóloga especialista no assunto

Segundo a psicóloga Sabrina Affonso CRP 08/22777, especialista em Análise do Comportamento Aplicada, o autismo ou TEA (Transtorno do Espectro Autista), possui como principais caraterísticas: Déficits de interações sociais e de comunicação e comportamentos repetitivos e restritivos: “Uma das primeiras coisas que chamam a atenção, geralmente, é o atraso na aquisição da fala, a criança tem dificuldade em relatar o que deseja, utiliza as outras pessoas como um instrumento, por exemplo, puxando pelo braço e levando até um objeto que está fora do seu alcance. Elas também possuem dificuldade em manter ou iniciar uma conversa, dificuldade em brincadeiras de imaginação, e demonstram resistência quando algo na sua rotina precisa ser alterado”. Essas características podem ser observadas nos primeiros meses de vida, e se manifestam de diferentes formas e intensidade.

A profissional destaca a importância de ações de conscientização, para que a busca pelo diagnóstico e tratamento seja iniciada o quanto antes, melhorando a qualidade de vida da pessoa com TEA, “Cada vez mais vemos a necessidade de capacitar profissionais e orientar as famílias a buscar o tratamento adequado, isso porque, o diagnóstico é feito pelo médico a partir de observações clínicas, não existindo um teste laboratorial, então, quanto mais as pessoas souberem sobre o autismo, maiores as chances de identificação e tratamento precoce”.

A psicóloga explica que, atualmente, um dos tratamentos mais seguros para o autismo é a Análise do Comportamento Aplicada, “Essa intervenção vem se mostrando eficaz até nos casos mais desafiadores, com estratégias de ensino individualizados que visam reduzir comportamentos inadequados e aumentar comportamentos adequados através de estímulos positivos, onde as oportunidades de aprendizagem são repetidas, até que a criança demonstre a habilidades sem erro em diversos ambientes e situações”.

O tratamento se estende para além das terapias e consultas médicas, envolvendo toda a sociedade, pois antes de desenvolver qualquer habilidade, a pessoa com TEA precisa ser acreditada, respeitada, inclusa e amada: “Infelizmente, quando pensamos no TEA, tendemos a focar no negativo e nas dificuldades. Mas deveria ser diferente, antes dos transtornos, existe uma pessoa que tem muito a ensinar, e deseja o mesmo que todos nós, ser compreendida e amada”.

Se informe, conheça e ajude a divulgar informações corretas que possam diminuir os mitos e preconceitos existentes sobre o Autismo você também!

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